Folhas secas de Alecrim do campo _ Baccharis dracunculifolia - Peso 30g
Uso popular: nas afecções pulmonares de gripe e bronquite, com ótima ação anti-inflamatória.
ALECRIM DO CAMPO – Baccharis dracunculifolia
O alecrim do campo, também conhecido como alecrim-de-vassoura, vassourinha, vassoura ou carqueja-do-campo, é um arbusto lenhoso da família Asteraceae, nativo das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. É uma planta pioneira que ocupa áreas degradadas visando promover sombreamento para plantas mais sensíveis, e seus ramos verdes são tradicionalmente utilizados como vassouras, daí alguns de seus nomes populares.
A espécie é a principal fonte botânica da própolis verde brasileira, um produto apícola de destaque internacional, do qual as abelhas retiram a resina com grande atividade anti-inflamatória, antimicrobiana, antioxidante e antitumoral, com ação principalmente nas afecções respiratórias e no combate ao câncer. O Brasil é o maior produtor e exportador de própolis verde do mundo, e a B. dracunculifolia é reconhecida como sua precursora.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
O alecrim do campo é eficaz no tratamento de doenças pulmonares, como gripe e bronquite, além de atuar como protetor estomacal em casos de úlceras e gastrites, devido à sua potente ação anti-inflamatória. Possui propriedades antissépticas que a tornam ideal para o tratamento de feridas e para a mucosa oral, já que previne a formação de placas causadas pela bactéria Streptococcus mutans, responsável pelas cáries dentárias.
Além disso, essa planta é antifebril e protege o pâncreas, contribuindo para a prevenção do diabetes ao aumentar a eficácia da insulina no organismo. Ela se mostra eficaz contra patógenos como Trypanosoma, Leishmania e Plasmodium, e também protege o fígado contra substâncias químicas nocivas. Seu efeito é igualmente positivo no tratamento de candidíase, eliminando o fungo Candida albicans.
A resina da planta é coletada pelas abelhas para produzir a própolis verde, que é rica em clorofila e possui propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, antioxidantes e antitumorais. Extratos de alecrim-do-campo apresentam atividades similares, sendo capazes de sequestrar radicais livres que contribuem para o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças como artrite e câncer.
As folhas da planta também ajudam na proteção do fígado e têm efeito analgésico, reduzindo dores de cabeça. Com suas propriedades antifebris, ela combate febres e protege o pâncreas. Além de promover a cicatrização de lesões, a planta preserva a integridade da parede estomacal.
Ela é útil no controle de infestações por carrapatos, tanto em animais grandes quanto em pequenos. A infusão das folhas e flores pode ser usada como enxaguante bucal, auxiliando na redução da placa bacteriana e no combate a fungos bucais, como o "sapinho".
O alecrim do campo apresenta uma composição química rica e variada. Seu óleo essencial e extratos voláteis contêm majoritariamente monoterpenos e sesquiterpenos, com destaque para o nerolidol como composto volátil principal. Os extratos orgânicos são ricos em compostos fenólicos (flavonoides, ácidos cafeoilquínicos e ácidos prenilados) e terpenoides (diterpenoides e triterpenoides).
Essa composição confere ao alecrim do campo um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por estudos pré-clínicos. As propriedades documentadas incluem ações anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana, antifúngica, antiparasitária, antioxidante, imunomoduladora, diurética, salurética e antiviral.
A Embrapa Clima Temperado publicou estudo (2025) sobre os efeitos diurético e salurético das folhas de B. dracunculifolia, avaliando seu potencial no sistema cardiovascular. A espécie é tradicionalmente utilizada no Brasil para o tratamento de distúrbios cardiovasculares, e a pesquisa buscou comprovar cientificamente essa indicação popular.
A Fiocruz também desenvolveu estudos sobre o efeito anti-hipertensivo de uma nano emulsão do extrato das folhas em ratos hipertensos dependentes de sódio.
Para o preparo do chá (infusão): 1 colher de sobremesa rasa das folhas secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre as folhas, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Para uso externo (enxaguante bucal ou compressas): prepare uma infusão mais concentrada com um punhado generoso de folhas e flores em 1 litro de água fervente. Após 10 minutos de infusão, coe e utilize morno, fazendo bochechos ou aplicando sobre a região desejada com um pano limpo ou gaze.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Alecrim do Campo
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