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Parte aérea seca do Melão de São Caetano _ Momordica charantia - Peso 30 g

 

  • Uso Popular:  Indicado para o tratamento de diabetes e reumatismo. è digestivo e vermífuga. Regulariza o fluxo menstrual.

 

Melão de São Caetano - Momordica charantia

 

O melão de São Caetano, também conhecido como melão amargo, erva-de-São-Caetano ou bitter melon em inglês, é uma trepadeira herbácea da família Cucurbitaceae, originária das regiões tropicais do sul da Ásia, especialmente da Índia e da China, onde é cultivada há milênios tanto como alimento quanto como medicamento.

 

Seu sabor amargo característico, que lhe rendeu o nome popular, é justamente um dos indicativos de sua riqueza fitoquímica e de seu potencial terapêutico, reconhecido e valorizado ao redor do mundo.

 

Introduzida no Brasil durante o período colonial, a planta adaptou-se bem ao clima tropical e hoje é encontrada em praticamente todo o território nacional, sendo amplamente utilizada na medicina popular.

 

INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

 

O melão de São Caetano integra o Formulário Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, com reconhecimento oficial de sua ação no tratamento da sarna, pereba e piolho. Sua importância é tão significativa que a espécie também consta na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS), sendo uma das plantas com potencial de gerar produtos de interesse para a atenção básica.

 

Do ponto de vista fitoquímico, o melão de São Caetano é um verdadeiro laboratório de compostos bioativos. Seus frutos, folhas e sementes contêm uma diversidade de princípios ativos, com destaque para os triterpenos, saponinas, alcaloides, flavonoides, polifenóis, taninos, ácidos fenólicos e fitoesteróis. 

 

A propriedade mais estudada e reconhecida do melão de São Caetano é sua ação hipoglicemiante. O fruto reduz a glicemia por múltiplos mecanismos: estimula a produção de insulina pelas células beta do pâncreas, promove a regeneração dessas células, aumenta a produção de glicogênio e reduz sua quebra em glicose. Pesquisas demonstram que extratos da planta podem reduzir a glicemia em até 54%, sendo utilizados como coadjuvante no tratamento do diabetes mellitus tipo 2, especialmente em países asiáticos onde faz parte da farmacopeia tradicional.

 

Além da ação antidiabética, o melão de São Caetano apresenta propriedades antiviral, anti-inflamatória e antibiótica, com eficácia comprovada no controle de bactérias do gênero Staphylococcus, responsável por grande número de infecções humanas.

 

Estudos também confirmam sua atividade analgésica, reduzindo significativamente a sensação de dor em queixas reumáticas, e sua ação cardioprotetora, auxiliando na redução do inchaço do coração, da necrose e morte de células cardíacas em quadros de infarto. Demonstra ainda ótima ação neuroprotetora, reduzindo a morte de células cerebrais.

 

Na área oncológica, pesquisas comprovam sua atividade no controle de tumores mamários, de laringe e intestino. É um grande auxiliar no tratamento do câncer de fígado, de próstata, da leucemia e do tumor de nasofaringe, melhorando a efetividade dos tratamentos convencionais. Estudos sugerem que os compostos ativos da planta induzem a apoptose (morte celular programada) em células cancerígenas e inibem a angiogênese tumoral.

 

É uma planta tônica, imunoestimulante, digestiva e vermífuga, aliviando cólicas intestinais, queixas de gastrites e úlceras, atuando como hipotensor, laxante suave, reduzindo as taxas de colesterol, estimulando o apetite e ajudando a abaixar a febre.

 

É indicado nas menstruações difíceis, regularizando o fluxo menstrual, aliviando as cólicas menstruais e popularmente é tido como afrodisíaco.

 

Externamente, é utilizado praticamente contra todas as doenças de pele, tais como abscessos, eczemas, acne, doenças fúngicas, eliminando furúnculos e aliviando os quadros de hemorroidas e psoríase. Seu uso tópico é tradicional em comunidades rurais para o tratamento de feridas infectadas e inflamações cutâneas.

 

No Brasil, a Embrapa tem se dedicado ao estudo da espécie, com pesquisas sobre a influência da salinidade na germinação e crescimento inicial do melão de São Caetano, além de estudos sobre sua composição química e potencial terapêutico. A planta também é objeto de investigação em universidades brasileiras, que buscam validar cientificamente seu uso tradicional e explorar seu potencial farmacológico.

 

Para o preparo do chá: 1 colher de sopa rasa das folhas secas ou 1 colher de sobremesa dos frutos secos picados para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre a planta, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba morno. Recomenda-se o consumo de até 2 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.

 

Alertamos que o melão de São Caetano apresenta contraindicações importantes. Gestantes e lactantes não devem consumi-lo, pois a planta pode suprimir a ovulação, evitar a nidação do embrião no útero e tem ação abortiva (os fetos sobreviventes podem apresentar problemas de formação). Também interfere negativamente na formação dos espermatozoides, podendo causar infertilidade. O uso exagerado pode provocar o desenvolvimento de anemia e alterações no fígado.

 

Aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.

 

A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta como um remédio da natureza. Este produto é um fitoterápico de uso tradicional.

 

 

 

Melão de São Caetano

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