Raízes secas de Açafrão - Curcuma Longa - Peso 60g
Uso popular: na alimentação, no tratamento de úlceras, dores e inflamações nas artrites reumatoide e doenças da pele.
Açafrão da terra – Curcuma longa
O açafrão da terra, também conhecido como cúrcuma, açafrão-da-índia, gengibre-amarelo ou raiz-de-sol, é uma planta herbácea perene da família Zingiberaceae, a mesma do gengibre, nativa do sudeste asiático, especialmente da Índia e das Antilhas.
Foi levado à Europa por navegadores e, desde então, espalhou-se por todo o mundo tropical e subtropical, adaptando-se muito bem ao clima brasileiro. Desenvolve-se em solos úmidos, ricos em matéria orgânica e arenosos, devendo ser plantado na primavera e colhido no inverno.
O rizoma da cúrcuma é a parte utilizada medicinalmente e na culinária. É dele que se extrai o pó amarelo alaranjado tão característico, amplamente empregado como corante natural, tempero e fitoterápico.
A Embrapa possui publicações sobre o cultivo e a caracterização físico-química do açafrão-da-terra, incluindo estudos realizados no Acre, onde a especiaria é muito utilizada na fabricação de farinha de mandioca amarela. A Anvisa permite a utilização do rizoma de Curcuma longa L. como especiaria em alimentos de forma geral.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A cúrcuma é amplamente reconhecida por sua curcumina, um poderoso corante natural e seu principal componente ativo. Para garantir seus benefícios terapêuticos, a tradição recomenda que seja consumida sem passar por altas temperaturas, já que o calor intenso pode comprometer a eficácia da curcumina.
Possui propriedades hepatoprotetoras e desintoxicantes, auxiliando na saúde do fígado e da vesícula biliar, inclusive ajudando na redução de cálculos biliares. É um estimulante digestivo, melhora o apetite e atua como anti-inflamatório, sendo eficaz contra artrites e diarreias, além de contribuir para a redução do colesterol LDL e dos triglicerídeos.
Estudos indicam seu uso tradicional no tratamento de úlceras pépticas, dores e inflamações nas artrites reumatoide, amenorreia e doenças da pele.
O açafrão também se destaca por suas funções como anti-histamínico, aliviando sintomas de alergias, e por suas propriedades antitrombóticas. É um protetor cerebral, ajudando a prevenir doenças como Parkinson, Alzheimer e esclerose, com estudos indicando que a curcumina apresenta efeitos neuroprotetores no tratamento dessas condições, prevenindo a inflamação e o dano oxidativo. Sua ação antiviral combate vírus como HIV, hepatite B, herpes e gripe, e suas propriedades bactericidas ajudam a aliviar problemas gástricos e intestinais, como gases.
Em casos de câncer de colo de útero, o açafrão pode ser utilizado tanto interna quanto topicamente, promovendo a cicatrização de ferimentos e aliviando os sintomas da psoríase. Ele também regula a secreção de ácidos estomacais, estimula a digestão e age como imunomodulador. Suas propriedades antiparasitárias, antifebris e circulatórias são amplamente reconhecidas, além de auxiliar na formação de colágeno, protegendo a pele contra o câncer.
Especificamente em relação à saúde da mulher, ajuda a restaurar o fluxo menstrual, aliviando as cólicas e, em alta dose, pode inibir a ovulação com ação anticonceptiva. A ducha vaginal ou banho de assento é indicado para o tratamento das leucorreias, inflamações e feridas no colo uterino.
Seu uso contínuo diminui significativamente o risco da formação de trombos. É hipoglicemiante no diabetes tipo II, diminuindo em até 30% a taxa de glicemia.
Externamente, sua ação antifúngica e antibacteriana o torna um cicatrizante de primeira linha para úlceras, feridas, escaras e até fístulas anais, tanto na forma de banho com o extrato aquoso no tratamento de úlceras de perna e feridas infectadas, como na aplicação direta do pó bem fino. O bochecho tem bons resultados nas amigdalites e gengivites, e o óleo medicado pode ser utilizado nas otites e otalgias.
A medicina tradicional chinesa a classifica como picante, amarga e amornante, enquanto a Ayurveda a classifica como doce, picante, adstringente e amarga. Sua potência é de morna para quente — uma erva pungente, amarga e adstringente, com cheiro característico e forte cor amarela que, segundo a tradição, normaliza o fluxo de energia.
O rizoma da cúrcuma é notavelmente rico em compostos bioativos. Seu principal constituinte é a curcumina, um polifenol responsável pela coloração amarela intensa e pela maior parte de suas atividades farmacológicas. O extrato bruto em pó da C. longa é composto por óleos voláteis, fibras, matéria mineral, proteína, gorduras, umidade, carboidratos e curcuminóides, que são compostos por curcumina e seus derivados.
A curcumina tem sido extensivamente estudada pela ciência moderna, e suas propriedades farmacológicas são amplamente confirmadas. As atividades documentadas incluem ações anti-inflamatória, antioxidante,
antitumoral, neuroprotetora, antiviral, antibacteriana, antifúngica, hipoglicemiante, hepatoprotetora e imunomoduladora.
A Fiocruz possui estudos sobre as propriedades anti-inflamatórias e cardioprotetoras do composto isolado do caule da cúrcuma, consideradas benéficas na progressão da cardiopatia chagásica, causada pelo Trypanosoma cruzi. Pesquisadores da instituição também avaliaram a toxicidade, citotoxicidade e genotoxicidade do infuso dos rizomas de Curcuma longa, contribuindo para o entendimento do perfil de segurança da planta.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa das raízes secas para cada 1 xícara de água. Ferva as raízes, por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Uso do Pó: 1 colherinha (tipo café), do pó de açafrão, diluído em 1 copo d'água. Recomenda-se o consumo de 1 copo ao dia, por período de até 2 meses.
Para uso externo (cataplasma): aqueça um punhado generoso das raízes secas e aplique diretamente sobre a região afetada, envolvendo com um pano fino, ou prepare uma infusão concentrada e utilize em compressas sobre feridas e úlceras.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Açafrão
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