Folhas desidratadas de Erva Baleeira _ Cordia verbenacea - Peso 30g
- Uso popular: infecções, úlceras, dores musculares e reumatismos.
Erva Baleeira - Cordia verbenacea
A erva baleeira, também conhecida como Maria-preta, Maria-milagrosa, catinga-preta, baleeira-cambará, catinga-de-barão ou salicilina, é um arbusto muito ramificado da família Boraginaceae, nativo do Brasil e amplamente distribuído pelo território nacional, especialmente nas restingas marítimas de quase todo o litoral brasileiro, com maior concentração entre Santa Catarina e São Paulo.
Atinge até 3 metros de altura, com folhas de margens dentadas e coloração verde-escura, flores brancas pequenas reunidas em espigas laterais e frutos pequenos, arredondados e de cor vermelho-escuro. É uma espécie cultivada e multiplicada nas unidades demonstrativas de plantas medicinais da Embrapa Pantanal e da Embrapa Semi-Árido, integrando o projeto de produção, processamento e comercialização de ervas medicinais coordenado pela Embrapa Transferência de Tecnologia.
A planta é usada há séculos pelos povos indígenas e pelas comunidades caiçaras. Seu nome popular é atribuído aos caiçaras de Santa Catarina, que a utilizavam para tratar feridas causadas pela caça às baleias. Também é conhecida como Maria-preta ou Maria-milagrosa e tem uso na culinária, sendo um ótimo tempero para carnes.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A erva baleeira integra o Formulário Nacional de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira e também consta na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS) desde 2009, sendo uma das plantas com potencial de gerar produtos de interesse para o Ministério da Saúde.
A importância medicinal da espécie é tamanha que ela deu origem a um medicamento fitoterápico registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): o Acheflan, anti-inflamatório tópico desenvolvido pelo laboratório Aché a partir do óleo essencial de suas folhas, com eficácia e segurança clinicamente comprovadas.
Do ponto de vista fitoquímico, as folhas da erva baleeira concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. Seu óleo essencial é composto majoritariamente por sesquiterpenos, responsavel pela sua atividade anti-inflamatória.
Sua composição química lhe confere um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por revisões sistemáticas que compilam estudos pré-clínicos. As propriedades documentadas incluem ações anti-inflamatória, analgésica, antioxidante, antimicrobiana, cicatrizante, gastroprotetora, antitumoral, antinociceptiva e antiparasitária.
A principal indicação da erva baleeira é nos casos de dores associadas a músculos e tendões em processos inflamatórios. Age nas dores ciáticas e lombalgias, como antirreumática e analgésica nas entorses, contusões, luxações, lesões ligamentares, dores musculares, dores articulares, tendinites e fibromialgia. Estudos clínicos demonstraram sua eficácia no tratamento de tendinites crônicas, com efeitos aplicados a hematomas musculares, dor miofascial, redução de edema e quadros inflamatórios dolorosos associados a traumas de membros.
Na medicina tradicional brasileira, é indicada para o tratamento da tosse, pneumonia e inflamações de garganta, além de ação tônica e de combater doenças parasitárias. É também utilizada em processos anti-inflamatórios por aplicação tópica, conforme documentado entre os povos indígenas que empregavam o extrato bruto das partes aéreas da planta. As preparações populares tradicionais, conhecidas como garrafadas, empregam soluções hidroetanólicas da planta para o tratamento contra infecções, úlceras, dores e reumatismos.
Diversos autores citam ainda o uso tradicional da planta em prostatite, nevralgia e contusões, como tônico e cicatrizante, inclusive em ferimentos provocados por peixes.
A ação anti-inflamatória da erva baleeira é uma ótima opção no tratamento de bactérias resistentes aos antibióticos convencionais, potencializando os tratamentos aplicados. Estudos demonstram atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Escherichia coli, com atividade potencializada pelo fracionamento dos extratos.
Revisões recentes também apontam grande potencial no combate ao câncer cervical, com destaque para estudos com compostos como a cordialina A, embora essas aplicações ainda requeiram investigação adicional.
Externamente, é utilizada na forma de pomada, compressas e óleos medicados para massagens no alívio de dores. A planta possui baixa toxicidade nas doses tradicionais.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa da planta para cada 1 xícara de água. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por pelo menos 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta como um remédio da natureza. Este produto é um fitoterápico de uso tradicional.
Erva Baleeira
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