Raízes desidratadas da Valeriana _ Valeriana officinalis - 40 g
Uso Popular: como calmante, indutora do sono, insônia, ansiedade, fadiga.
Valeriana – Valeriana officinalis
A Valeriana, pertencente à família Caprifoliaceae, possui uma trajetória terapêutica que remonta à Grécia e Roma Antigas, onde era descrita por Galeno e Dioscórides como um agente promotor da saúde e do vigor — origem de seu nome derivado do latim valere ("ter saúde").
Nativa da Europa e de regiões temperadas da Ásia, a planta se desenvolve em solos úmidos e sombreados. No Brasil, embora o florescimento seja raro, suas raízes e rizomas são a parte de maior interesse farmacológico, devendo ser colhidos após o segundo ano de cultivo.
O odor característico e intenso dessas raízes, que exerce um efeito euforizante em felinos (conhecida como erva-dos-gatos), é resultado da presença de ácidos valerênicos e iridoides (valepotriatos), os principais responsáveis por sua ação no sistema nervoso central.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
É uma planta medicinal presente em praticamente todas as farmacopeias europeias
O mecanismo de ação da Valeriana é análogo ao de fármacos benzodiazepínicos, porém com um perfil de segurança superior e menor risco de dependência. Seus compostos atuam aumentando a disponibilidade do neurotransmissor GABA na fenda sináptica, seja estimulando sua liberação ou inibindo sua recaptação e degradação enzimática. Essa modulação GABAérgica justifica sua aprovação por órgãos rigorosos, como a Comissão E da Alemanha, para o tratamento da insônia e de estados de nervosismo. Diferente dos sedativos sintéticos, a Valeriana melhora a latência e a qualidade do sono sem causar o "efeito ressaca" ou sonolência residual excessiva no dia seguinte.
Além de sua eficácia na ansiedade e em cefaleias tensionais, pesquisas contemporâneas apontam o potencial neuroprotetor da planta. Estudos indicam que a Valeriana possui a capacidade de inibir a enzima acetilcolinesterase, o que eleva os níveis de acetilcolina e sugere benefícios em processos cognitivos, memória e no manejo de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.
Sua ação antiespasmódica também é cientificamente relevante, atuando no relaxamento da musculatura lisa para aliviar cólicas menstruais e sintomas físicos da TPM.
Na saúde pública, a planta é ainda explorada como suporte no combate ao tabagismo, onde seu aroma particular altera a percepção sensorial do tabaco, auxiliando na redução do hábito.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa da planta para cada 1 xícara de água. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por pelo menos 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
Valeriana
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