Folhas secas de Espinheira santa_ Maytenus ilicifolia - Peso 30g
- Uso Popular: nas queixas de gastrite, úlcera gástrica e dor estomacal
Espinheira Santa – Maytenus ilicifolia
A espinheira santa é uma arvoreta de até 5 metros de altura, nativa da América do Sul, com presença espontânea na região Sul do Brasil, onde os índios guaranis a utilizam desde tempos imemoriais. Pertence à família Celastraceae e é uma das plantas medicinais brasileiras mais estudadas e valorizadas.
As mudas podem ser preparadas a partir de estaquias ou sementes que surgem no inverno, e também a partir das brotações das raízes. É uma planta rústica, que não requer muitos tratos e se desenvolve bem à sombra de outras árvores maiores no sub-bosque, o que a torna adequada para cultivo em sistemas agroflorestais.
Seus muitos nomes populares variam conforme a região: bom-nome, na Bahia; espinheira-santa, em Goiás e no Rio de Janeiro; limãozinho, em Minas Gerais; cancorosa, cancrosa, erva-santa, espinheira-divina, salva-vidas e sombra-de-touro, no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina; e sombra-de-touro, em São Paulo.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A espinheira santa integra o Formulário Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, com monografia oficial atualizada pela Resolução RDC nº 785, de 13 de abril de 2023, e uso científico comprovado na má digestão e em alterações da sensibilidade da mucosa do estômago, com ação antiácida e protetora da mucosa gástrica.
A espécie também consta na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS) desde 2009, com indicação para o tratamento de gastrites e úlceras pépticas.
Do ponto de vista fitoquímico, as folhas da espinheira santa concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. O perfil é dominado por taninos condensados, maitenina, dulcitol e flavonoides. Sua composição química confere à espinheira santa um amplo espectro de atividades farmacológicas, que justificam seu extenso uso na medicina tradicional brasileira.
Pesquisas confirmam suas propriedades antiulcerogênica, antiácida, gastroprotetora, anti-inflamatória, analgésica, antioxidante, antimicrobiana, antifúngica, leishmanicida, tripanocida e antitumoral.
A propriedade mais reconhecida da espinheira santa é sua ação gastroprotetora. Estudos clínicos e pré-clínicos demonstram eficácia no alívio de sintomas gastrointestinais, como gastrite, dispepsia e úlceras pépticas, com consenso na literatura quanto à sua eficácia nesses quadros. A planta atua como antiácida, reduzindo a acidez estomacal, e como protetora da mucosa gástrica, formando uma camada protetora que auxilia na cicatrização de lesões. Estudos também indicam sua ação no combate à bactéria Helicobacter pylori.
Além da ação gastroprotetora, a espinheira santa apresenta propriedades laxativas suaves, antiasmáticas, tônicas, analgésicas, antissépticas e diuréticas. É indicada em quadros de azia, gases abdominais e má digestão.
Na área antifúngica, estudos demonstram atividade contra patógenos humanos como Candida albicans, C. kruseii, C. parapsilosis e Cryptococcus neoformans. Também apresenta atividade leishmanicida contra Leishmania amazonensis e L. chagasis, e tripanocida contra Trypanossoma cruzi. A atividade antitumoral foi avaliada contra linhagens de melanoma, carcinoma de colo uterino.
Existem relatos de que suas folhas agem como recuperador do fígado em enfermidades causadas pelo alcoolismo. As mulheres paraguaias a utilizam como anticonceptiva.
Externamente, age como antisséptica e cicatrizante em feridas, úlceras, acne, eczemas e herpes.
A Embrapa mantém um banco ativo de germoplasma de M. ilicifolia e M. aquifolium, com avaliação de progênies de 89 acessos de espinheira-santa, contribuindo para a conservação e o melhoramento genético da espécie.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
Para o preparo do chá (infusão): 1 colher de sobremesa rasa das folhas secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre as folhas, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Para uso externo (compressas, lavagem de feridas): prepare uma infusão mais concentrada com um punhado generoso de folhas em 1 litro de água fervente. Após 10 minutos de infusão, coe e utilize morno, aplicando sobre a região desejada com um pano limpo ou gaze.
Alertamos que a espinheira santa é tradicionalmente utilizada como agente regulador da fertilidade e tem ação abortiva documentada, sendo contraindicada durante a gestação.
Aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta como um remédio da natureza. Este produto é um fitoterápico de uso tradicional.
Espinheira Santa
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