Raízes secas de Cervejinha do campo - Arrabidaea brachypoda - Peso 50g
- Uso Popular: Trata doença de chagas, retenção de líquidos e de problemas renais e hepáticos.
Cervejinha do campo – Arrabidaea brachypoda
A cervejinha do campo, também conhecida como cipó-una, tintureiro, santo cipó ou cipó-uma, é um arbusto da família Bignoniaceae, nativo do Cerrado brasileiro, encontrado em vários estados das regiões Sudeste e Nordeste. Seu nome popular mais curioso deve-se ao preparo do chá de suas raízes, que produz uma coloração amarela e espuma, lembrando a bebida.
A espécie é amplamente utilizada na medicina popular para o tratamento de doenças renais e dores articulares, especialmente no alívio de cálculos renais e inflamações.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A cervejinha do campo tem suas raízes tradicionalmente empregadas na forma de infusão para o tratamento de cálculos renais e sinais de inflamação. A planta é popularmente utilizada para aumentar a produção de urina, ajudando no tratamento da retenção de líquidos e de problemas renais e hepáticos.
Auxilia no tratamento de infecções nas vias urinárias, provocando a eliminação de pedras nos rins e aliviando as dores associadas. Sua ação depurativa, eliminando toxinas através da urina, a torna útil também em tratamentos de obesidade e hipertensão. A planta tem indicação tradicional para dores articulares, sendo usada no tratamento de artrite, e é considerada analgésica e anti-inflamatória.
Estudos científicos confirmam que suas folhas são ricas em compostos fenólicos e possui atividades analgésica e anti-inflamatória pronunciadas. A espécie também apresenta ação antioxidante, antimicrobiana e antitumoral nas mamas e no útero.
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) tem se dedicado ao estudo da cervejinha do campo, investigando seu potencial terapêutico em diversas frentes. A pesquisa mais notável envolve a doença de Chagas. O extrato aquoso etanólico das raízes da planta demonstrou atividade significativa in vitro contra o Trypanosoma cruzi, o parasita causador da doença. Os compostos responsáveis são flavonoides diméricos, brachydinas, que inibiram o processo de invasão do parasita e seu desenvolvimento intracelular em células hospedeiras, com potência similar ao benznidazol, o fármaco convencional utilizado no tratamento.
Além da atividade anti-Trypanosoma cruzi, a UFMA também investiga o potencial antileishmania da espécie. Estudos demonstraram que frações do extrato das folhas apresentaram atividade contra Leishmania amazonensis.
Do ponto de vista fitoquímico, as folhas da cervejinha do campo são ricas em flavonoides. Estudos de isolamento identificaram dois flavonóis derivados de quercetina inéditos, além dos flavonóis rutina e isoquercitrina.
Para o preparo do chá (decocção): 1 colher de sobremesa rasa da raiz seca picada para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre a raiz, tampe e deixe em aquecendo por 3 a 5 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta como um remédio da natureza. Este produto é um fitoterápico de uso tradicional.
Cervejinha do Campo
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