Parte aérea seca da Erva de Santa Maria _ Chenopodium ambrosioides - Peso 30g
- Uso Popular: Vermífuga
Erva de Santa Maria - Chenopodium ambrosioides
A erva-de-santa-maria, também conhecida como mastruz, mastruço, erva-formigueira, quenopódio, ambrosia ou erva-de-são-joão, é uma planta herbácea da família Amaranthaceae (antiga Chenopodiaceae), nativa da América tropical, provavelmente do México, e amplamente distribuída pelo Brasil, com ocorrência em quase todo o território nacional.
É uma erva perene ou anual, que atinge até 1 metro de altura, bastante ramificada, com folhas alongadas e alternas, flores pequenas e esverdeadas dispostas em espigas axilares densas, e sementes esféricas pretas ricas em óleo. Seu cheiro é forte, característico e desagradável, e suas folhas e flores são bastante aromáticas.
Historicamente, a erva-de-santa-maria sempre foi valorizada por suas propriedades antiparasitárias, sendo amplamente utilizada como vermífugo natural. Seu uso remonta a séculos pelos povos da América Central e Andina como agente anti-helmíntico. No século XVIII, a erva foi difundida pelo mundo com essa mesma finalidade, e no século XIX passou a ser destilada a vapor para produzir um óleo anti-helmíntico em escala industrial, conhecido como óleo de Baltimore. Em 2009, a espécie foi inserida na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS), devido ao seu amplo uso popular.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A erva-de-santa-maria é reconhecida por suas múltiplas atividades farmacológicas. A planta combate bactérias, estimula a digestão, é diurética e vermífuga, principalmente no combate a ascarídeos, nematoides e oxiúros. Aumenta a transpiração, auxilia na cicatrização e também no tratamento de contusões e fraturas, sendo usada na forma de compressa.
Tem ótima ação antifúngica, eliminando micoses de pele, pé de atleta e aliviando eczemas por picadas de insetos. É uma planta tônica que alivia as dores da angina e afecções pulmonares como bronquites, gripe, tosse e laringite, fortificando os pulmões. Trabalha ainda na má circulação, varizes e nas queixas de hemorroidas. Externamente, elimina insetos caseiros como pulga, piolho e percevejo nos animais e ambientes.
Do ponto de vista fitoquímico, as folhas da erva-de-santa-maria concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. Seu óleo essencial é composto majoritariamente por monoterpenos e possui também compostos fenólicos, saponinas, alcaloides, taninos e terpenos.
Essa composição confere à erva-de-santa-maria um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por revisões científicas. As propriedades documentadas incluem ações anti-inflamatória, antibacteriana, antifúngica, analgésica, antiparasitária, nematicida, vermífuga e antileishmania.
Para o preparo do chá (infusão): 1 colher de sobremesa rasa das folhas secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre as folhas, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 2 xícaras ao dia, por períodos curtos, não ultrapassando 7 dias consecutivos.
Para uso externo (compressas, lavagem de feridas ou banhos): prepare uma infusão mais concentrada com um punhado generoso de folhas em 1 litro de água fervente. Após 10 minutos de infusão, coe e utilize, aplicando sobre a região desejada com um pano limpo ou gaze.
Alertamos que a erva-de-santa-maria pode provocar irritação na pele e mucosas, vômito, vertigem e dores de cabeça. A ingestão por mulheres grávidas pode provocar aborto.
Aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta como um remédio da natureza. Este produto é um fitoterápico de uso tradicional.
Erva de Santa Maria, Mastrus
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