Folhas secas da Pitanga _ Eugenia uniflora - 30 g
- Uso Popular: tratamento de diarreia, reumatismo, sarampo, catapora, caxumba, colesterol.
Pitanga – Eugenia uniflora
A pitanga, cujo nome deriva do tupi-guarani yba-pitanga, que significa “fruto-vermelho”, é uma das espécies mais emblemáticas da flora brasileira. Pertencente à família Myrtaceae, ocorre nativamente desde o Nordeste do Brasil até o norte da Argentina, desempenhando um papel ecológico crucial na alimentação da fauna silvestre. É uma arvoreta que varia de 2 a 15 metros de altura, com copa baixa e densa, e ramagem pendente.
Do ponto de vista histórico e científico, a pitangueira é reconhecida pela sua robusta composição fitoquímica, sendo uma das 71 espécies de interesse do SUS (Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS — RENISUS), na qual foi incluída a partir de 2009, devido à sua eficácia terapêutica validada e segurança de uso.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
Cientificamente, o fruto da pitanga destaca-se por seus altos teores de compostos bioativos. Estudos da Embrapa Clima Temperado demonstram que as pitangas possuem elevados teores de compostos fenólicos totais, antocianinas totais e atividade antioxidante, sendo que estes teores são maiores em pitangas roxas, quando comparadas com as de coloração laranja e vermelha.
A fruta também é rica em carotenoides, com teores superiores aos da cenoura, e apresenta o maior teor documentado de provitamina A na natureza (cerca de 1500 UI por 100g), além de ser rica em licopeno e antocianinas. Esses compostos conferem à planta uma potente ação antioxidante, que combate o envelhecimento precoce da pele e protege contra os danos oxidativos dos raios UV.
Além do fruto, as folhas são verdadeiros laboratórios químicos, contendo óleos essenciais — com mais de 60 substâncias de caráter lipofílico, como selina-1,3,7(11)-trien-8-ona (33,92%), selina-1,3,7(11)-trien-8-ona epóxido (29,31%), germacreno B (8,88%) e (E)-cariofileno (5,62%) — além de taninos e flavonoides. Esses constituintes justificam sua ampla aplicação como agente anti-inflamatório, antibiótico e antisséptico, especialmente eficaz em inflamações da garganta, gengivas e no suporte ao sistema digestório.
Na farmacologia fitoterápica, o chá das folhas de pitanga é amplamente empregado no controle de distúrbios intestinais, como diarreias, cólicas e colites, graças à sua ação adstringente proporcionada pelos taninos. A literatura científica sugere a preparação de infusão das folhas na proporção de 3 g (1 colher de sopa) para 150 mL (1 xícara de chá) para o tratamento de diarreia não infecciosa.
Estudos indicam ainda propriedades hipoglicemiantes, hipolipidêmicas e hipotensoras, auxiliando na redução das taxas de glicose, colesterol e triglicérides, além de contribuir para a saúde cardiovascular. No campo respiratório e febril, atua como coadjuvante no combate a gripes, bronquites e sintomas de doenças exantemáticas infantis.
Externamente, seu óleo essencial é valorizado por suas propriedades cicatrizantes e analgésicas, sendo utilizado em compressas ginecológicas para o alívio de cólicas menstruais, enquanto as folhas esmagadas servem como um repelente natural contra insetos.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa da planta para cada 1 xícara de água. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por pelo menos 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta como um remédio da natureza. Este produto é um fitoterápico de uso tradicional.
Pitanga
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