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Entrecasca seca de Jatobá - Yminaea caubaril - Peso 60 g

 

Uso Popular: tratamento de bronquite, tosse, asma, laringite, fraqueza pulmonar, orquite, diarreia, cólicas.

 

Jatobá – Hymenaea courbaril / Hymenaea stigonocarpa

 

O jatobá, também conhecido como jatobá-do-cerrado, jataí-do-campo, jutaicica ou jitaé, é uma árvore da família Fabaceae, nativa do Brasil e amplamente distribuída pelo Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia e Caatinga. Seu nome vem do tupi e significa "fruto de casca dura", uma referência à resistência de seu fruto lenhoso.

 

A espécie Hymenaea courbaril é a mais alta, podendo atingir até 40 metros de altura, enquanto a Hymenaea stigonocarpa, típica do Cerrado, atinge de 4 a 10 metros. A Embrapa destaca que ambas possuem vocação madeireira, alimentar e medicinal, sendo consideradas espécies de múltiplo uso. Sua entrecasca é utilizada no curtume, fornecendo fibras para cordoaria, e sua madeira é muito dura, empregada na marcenaria e construção civil, além de ser utilizada na arborização de parques e na recomposição da mata ciliar. Seus frutos alimentam a avifauna e os indígenas da América do Sul utilizam sua casca para fazer canoa, como remédio, e se alimentam de seus frutos. A planta tem toxicidade praticamente nula e todas as suas partes podem ser usadas medicinalmente: folhas, entrecasca, fruto, seiva e resina.

 

INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

 

O jatobá é um energético natural, que combate a anemia e as hemorragias. É tônico para o cérebro, fortificante do organismo, estimulante sexual e relaxante muscular. A espécie tem ótima atividade nas afecções das vias urinárias, infecções da bexiga, cistite crônica e infecção da próstata. Com indicação nas diarreias, é um bom vermífugo e fungicida, aumentando o apetite, fortalecendo a digestão e auxiliando no tratamento da bursite e artrites.

 

A seiva do jatobá, obtida por meio da perfuração do tronco, é usada tradicionalmente no combate à anemia e na convalescença, como tônico infantil, e em afecções pulmonares como gripe, bronquite, asma, enfisema pulmonar, laringite e tosse, pela ação expectorante, aliviando ainda as dores derivadas da fibromialgia. A resina encontrada incrustrada no tronco pode ser utilizada como incenso, combustível e verniz vegetal, dando polimento e impermeabilização.

 

Os frutos eram considerados sagrados por povos indígenas, que os utilizavam antes de rituais de meditação, por acreditarem que trazem equilíbrio mental. Já a casca do fruto é imunoestimulante, larvicida, bactericida e combate os radicais livres, com ação antitumoral contra as células cancerígenas na mama.

 

O jatobá é rico em compostos fenólicos, principalmente flavonoides e taninos condensados, tanto na casca quanto na polpa do fruto. O perfil fitoquímico do extrato metanólico da casca do caule e da polpa do fruto indica a presença desses compostos como os principais responsáveis por suas atividades biológicas.

 

O jatobá possui um amplo espectro de atividades farmacológicas documentadas, com destaque para as ações antidiarreica, antioxidante, gastroprotetora, antiulcerogênica, anti-inflamatória, cicatrizante, antimicrobiana, antitumoral.

 

Para o preparo do chá (decocção): 1 colher de sobremesa rasa da entrecasca seca picada para cada 1 xícara de água. Coloque a entrecasca na água fria, leve ao fogo e deixe ferver por 10 a 15 minutos. Desligue o fogo, tampe e deixe descansar por mais 5 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.

 

Para uso da seiva: a seiva obtida por meio da perfuração do tronco pode ser consumida diretamente, 1 cálice ao dia. É tradicionalmente utilizada como estimulante e fortificante.

 

Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.

 

A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.

Jatobá

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