Folhas secas de Congonha de bugre _ Rudgea virbunoides - Peso 25g
Uso Popular: uso consagrado nas dietas de emagrecimento. É antifúngica e age nas dores articulares crônicas ou agudas, tipo reumatismo e artrite.
Congonha de Bugre – Rudgea viburnoides
A congonha de bugre, também conhecida como congonha, congonha-de-bugre, bugre, cotó-cotó ou jangada-falsa, é uma árvore da família Rubiaceae, nativa do Cerrado brasileiro e com ampla distribuição nas regiões Norte (Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul) e Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).
Pode atingir de 2 a 8 metros de altura, com copa globosa e densa, tronco curto e tortuoso de casca clara, espessa e fendilhada, e folhas simples, opostas, grossas e coriáceas, com cerca de 10 cm de comprimento.
No passado, foi amplamente utilizada em Minas Gerais como substituta do chá-mate (Ilex paraguariensis), e suas folhas acumulam grande quantidade de alumínio — razão pela qual o chá deve ser consumido com cautela.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A congonha de bugre é uma das plantas medicinais mais tradicionais do Cerrado mineiro, com uso documentado há gerações na medicina popular. Estudos recentes demonstram que o chá pode auxiliar na melhora de disfunções metabólicas ocasionadas pelo excesso de adiposidade, o que justifica seu uso tradicional em regimes de emagrecimento. A espécie é comercializada como porangaba e utilizada em substituição à Cordia ecalyculata (Boraginaceae) em produtos para controle de peso.
Embora ainda não integre a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), a congonha de bugre é objeto de investigação científica em universidades brasileiras, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que publicou estudo demonstrando seu potencial no tratamento da obesidade e suas alterações metabólicas induzidas por dieta.
Do ponto de vista fitoquímico, as folhas da congonha de bugre concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. Estudos de caracterização química identificaram a presença de flavonoides e saponinas substâncias com efeito diurético e, consequentemente, hipotensor. A presença de saponinas também explica a utilização da planta como "depurativo", já que essas substâncias são capazes de reduzir a taxa de colesterol e outras gorduras do sangue.
Análises por cromatografia em camada delgada (CCD) evidenciaram a presença de flavonoides e saponinas em amostras comerciais da planta.
Essa composição confere à congonha de bugre um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por estudos pré-clínicos.
As propriedades documentadas incluem ações antiarrítmica, cardiotônica,
hipotensora, neuroprotetora, hipolipemiante, antifúngica, pigmentadora cutânea, anti-inflamatória e diurética.
No sistema cardiovascular, a congonha de bugre é um ótimo tônico cardíaco, auxiliando nas queixas de arritmia, hipertensão, insuficiência cardíaca leve e pseudoangina. Seu uso mais regular previne quadros de infarto do miocárdio e complicações cardíacas geradas por doença de Chagas. A espécie é reconhecida como tônico cardíaco e no combate ao stress.
No sistema urinário, a congonha de bugre atua como diurético potente, tonificando os rins e diminuindo a intensidade das doloridas crises de pedra nos rins, insuficiência renal, perda de albumina, nefrites e cistites de repetição.
A planta aumenta o metabolismo geral devido à sua boa ação depurativa, diminuindo as taxas elevadas de triglicérides, colesterol, glicose e ácido úrico. A congonha de bugre também combate as febres, pedra na vesícula, edema nos membros inferiores, hiper e hipotireoidismo. Estudos sobre a toxicidade aguda do extrato etanólico das folhas demonstraram que não houve letalidade ou sinais de intoxicação nas doses testadas, indicando baixa toxicidade e classificando o extrato como atóxico. Esses achados corroboram a segurança do uso tradicional da planta nas doses recomendadas.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa da planta para cada 1 xícara de água. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por pelo menos 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Congonha Bugre
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