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Folhas secas de Mutamba - Guazuma ulmifolia - Peso 30g

Entrecasca seca de Mutamba - Guazuma ulmifolia - Peso 60g

 

  • Uso Popular: Obesidade, afecções respiratórias, desordens gastrointestinais e nutrição dos cabelos.

 

Mutamba – Guazuma ulmifolia

 

A mutamba, também conhecida como guaxuma, mutambo, fruta-de-macaco, embira ou chico-magro, é uma árvore da família Malvaceae (antiga Sterculiaceae), nativa das Américas, com vasta distribuição desde o México até o sul do Brasil, incluindo o Cerrado, a Mata Atlântica e a Caatinga.

 

Atinge de 8 a 20 metros de altura, com tronco de casca grossa e fendilhada, folhas simples e alternas, e flores pequenas de coloração amarelada. Seus frutos são cápsulas lenhosas que, quando maduras, exalam um aroma adocicado e são apreciados por animais silvestres.

 

A espécie possui um histórico etnofarmacológico que remonta às civilizações pré-colombianas: os Maias utilizavam a planta para o manejo de desordens gastrointestinais e reprodutivas, tradição que se expandiu por toda a América Latina.

 

INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

 

No sistema metabólico e cardiovascular, a mutamba apresenta evidências científicas robustas. Suas folhas possuem a capacidade de inibir a enzima lipase pancreática, o que reduz a absorção de gorduras e auxilia no gerenciamento e manutenção do peso corporal dentro de limites considerados saudáveis e na redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos. 

 

A espécie demonstra eficácia na diminuição da resistência à insulina, tornando-se uma aliada importante no tratamento do diabetes associado à obesidade. Estudo publicado no Journal of Ethnopharmacology (2008) investigou os mecanismos antidiabéticos da G. ulmifolia, demonstrando que o extrato aquoso estimulou a captação de glicose em adipócitos 3T3-F442A sensíveis e resistentes à insulina, sem promover a formação de novas células de gordura. Esses achados validam cientificamente o uso tradicional da planta no tratamento empírico do diabetes tipo 2 no México.

 

No campo cardiovascular, sua ação vasorrelaxante promove efeito hipotensor e fortalecedor do miocárdio. A espécie é historicamente utilizada para o alívio de sintomas de afecções respiratórias, como bronquite e asma, devido às suas propriedades relaxantes sobre a musculatura lisa.

 

Suas propriedades antimicrobianas são abrangentes, com ação comprovada contra patógenos bacterianos e atividades antivirais específicas contra os vírus da herpes e da poliomielite. O uso da entrecasca é consagrado no tratamento de úlceras gástricas e disfunções renais, graças ao seu potencial diurético e cicatrizante. 

 

Externamente, a planta é valorizada na dermatologia especializada em cabelo, pelos e couro cabeludo por sua capacidade de nutrir a fibra capilar, combater a seborreia e reduzir a queda de cabelo. Sua potente ação antioxidante permeia todas essas aplicações, neutralizando radicais livres e prevenindo danos celulares sistêmicos. No preparo de uma loção para os cabelos, age na queda e escurecimento, nutrindo os cabelos secos e quebradiços, além de eliminar a seborreia.

 

A mutamba é notavelmente rica em compostos fenólicos, com destaque para as proantocianidinas (taninos condensados) na casca do caule e os flavonoides glicosilados nas folhas. 

 

Essa composição confere à mutamba um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por estudos pré-clínicos. As propriedades documentadas incluem ações antioxidantes, antimicrobiana, antidiabética, antiobesidade, gastroprotetora, cardioprotetora, hipotensora, antiprotozoária, anti-inflamatória e antiviral.

 

A Embrapa possui publicações técnicas sobre a espécie, incluindo a Circular Técnica "Mutamba – Guazuma ulmifolia" (Embrapa Florestas, 2007), de autoria do pesquisador Paulo Ernani Ramalho Carvalho, que reúne informações sobre botânica, identificação, crescimento, madeira, nomenclatura, taxonomia, ocorrência e usos da planta. Também, mantém um Banco Ativo de Germoplasma de Guazuma no Cenargen (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia), contribuindo para a conservação da diversidade genética da espécie.

 

Para o preparo do chá (infusão): 1 colher de sobremesa rasa da planta seca (folhas) para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre a planta, tampe o recipiente e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por pelo menos 2 meses. Para o preparo do chá com as entrecascas, basta deixa-las ferver por cerca de 5 minutos.

 

Para uso externo (loção capilar, compressas ou banhos): prepare uma decocção com as entrecascas, mais concentrada com um punhado generoso da planta em 1 litro de água fervente. Após 5 minutos de fervura, coe e utilize morno, aplicando sobre o couro cabeludo ou sobre a região desejada com um pano limpo ou gaze.

 

Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.

 

A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.

Mutamba

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