Folhas secas de Azeitona do Campo _ Vitex poligama - Peso 30g
Uso Popular: uso no tratamento de problemas urinários, como a retenção de líquidos e pedra nos rins.
Azeitona do Campo – Vitex polygama
A azeitona do campo, também conhecida como tarumã, tarumã-açu, azeitona-do-mato, cinco-folhas, maria-preta, velame-do-campo, grataúba ou tarumã-do-cerrado, é uma árvore da família Lamiaceae (antiga Verbenaceae), nativa do Brasil e amplamente distribuída pelo Cerrado e pela Mata Atlântica, com ocorrência principal nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.
A espécie foi descrita por Chamisso e pertence ao gênero Vitex, que abrange diversas espécies com usos medicinais e ornamentais. Atinge de 6 a 12 metros de altura, com folhas compostas de cinco folíolos tomentosos e flores brancas com tons de roxo.
Seus frutos são drupas arredondadas de 2 a 3 cm, lisas e pretas quando maduras, envolvidas por uma polpa branca de sabor adocicado, razão pela qual são consumidos in natura ou utilizados na produção de conservas e geleias.
A Embrapa Florestas documenta a espécie em sua publicação "Espécies Arbóreas Brasileiras", que reúne informações botânicas, ecológicas e usos populares do tarumã-açu.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A azeitona do campo é uma planta de uso tradicional consolidado na medicina popular brasileira. As folhas são utilizadas na forma de chá para o tratamento e prevenção de doenças renais, incluindo cálculos renais e inflamações.
A casca do caule, preparada por decocção, é empregada como depurativo no tratamento de vitiligo. No interior do Ceará e de Minas Gerais, tanto o decocto quanto o chá da entrecasca são usados por suas propriedades diuréticas e anti-inflamatórias, contra reumatismo, retenção urinária e inflamação renal. A planta é também reconhecida por suas propriedades emenagogas e diuréticas.
A espécie destaca-se por sua aplicação como anti-inflamatório e analgésico natural, devido a compostos bioativos que ajudam a aliviar dores e desconfortos musculares. Outra característica relevante está no uso como agente diurético e em tratamentos para problemas urinários, como retenção de líquidos e pedra nos rins. Há ainda registros de seu emprego para promover a regulação hormonal em mulheres, principalmente no alívio dos sintomas da menopausa.
As folhas da azeitona do campo concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. Estudos fitoquímicos identificaram a presença de flavonoides glicosilados como principais constituintes ativos, com destaque para a orientina, isoorientina, vitexina, isovitexina. Essa composição confere à azeitona do campo um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por estudos pré-clínicos. As propriedades documentadas incluem ações analgésica, antiinflmatória,
antinociceptiva, antioxidante, antimicrobiana e imunomoduladora.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa das folhas secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre as folhas, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Azeitona do Campo
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