Folhas secas de Don Bernardo _ Palicourea rigida - Peso 25g
Uso popular: uso consagrado nas queixas de reumatismo e também no acúmulo de ácido úrico no sangue, que provoca a dolorosa gota. Excelente nos casos de infecção do trato urinário
DON BERNARDO – Palicourea rigida
O Don Bernardo, também conhecido como douradinha, douradão, galoína, bate-caixa, gritadeira ou chapéu-de-couro-do-cerrado, é um arbusto da família Rubiaceae, nativo do Cerrado brasileiro. A espécie ocorre em quase todo o território nacional, sendo encontrada nas regiões Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo) e Sul (Paraná).
Apresenta-se como arbusto de coloração verde, com floração predominante entre setembro e março e frutificação entre novembro e abril. Suas folhas são grandes, podendo atingir até 25 cm de comprimento e 15 cm de largura, com textura coriácea, e suas flores pentâmeras exibem coloração amarelo-avermelhada.
O nome popular "bate-caixa" deve-se ao barulho que as folhas grandes e duras fazem ao serem agitadas pelos ventos, semelhante ao bater de caixas.
Existem poucos estudos que garantam sua reprodução, que é complexa. Por isso, a Ervanaria Marcos Guião procura divulgar seu uso responsável, garantindo a obediência aos princípios básicos de um Manejo Sustentável durante sua coleta diretamente na natureza.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
O Don Bernardo é uma planta bastante conhecida na medicina popular e seu uso terapêutico está registrado em publicações sobre plantas medicinais. O decocto de suas folhas e hastes é utilizado em doenças do sistema urinário, apresentando também ação diurética.
A principal indicação da planta é nos casos de infecção do trato urinário, quando ocorre diminuição ou supressão da urina com muita dor e ardor ao urinar. Portanto, nas cistites ocasionais ou até mesmo nos casos crônicos, ele é campeão, principalmente quando utilizado junto com a cavalinha.
Tem boas respostas nos cuidados do aparelho reprodutor feminino, sendo tradicionalmente utilizada para o tratamento de inflamações do ovário. Nas doenças de pele, notabiliza-se pela atividade cicatrizante e anti-inflamatória tópica.
A planta também atua nas afecções da vesícula biliar, nas queixas do reumatismo, nos distúrbios do ritmo cardíaco, auxilia na eliminação do ácido úrico e no tratamento da obesidade. O pó da casca rugosa é usado para o alívio da acidez estomacal, o chá da casca é um aliado no combate à tosse, e a infusão das folhas é excelente para uso contra má digestão e dores na coluna. A espécie também é indicada como depurativo nas doenças renais e nas inflamações do aparelho reprodutor feminino.
A espécie é objeto de estudos em universidades e institutos de pesquisa brasileiros, que investigam sua composição química, atividades biológicas e potencial terapêutico. Embora ainda não integre a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), a Palicourea rigida é considerada uma planta com potencial químico-farmacológico relevante, e sua adequação aos padrões normativos do SUS tem sido avaliada em pesquisas acadêmicas.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa da planta para cada 1 xícara de água. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por pelo menos 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Don Bernardo
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