Parte aérea seca de Quebra pedra _ Phyllanthus niruri - Peso 30g
- Uso Popular: Indicado para o tratamento de cálculo renal, dor lombar, cistite, prostatite.
Quebra-pedra – Phyllanthus niruri
A quebra-pedra, também conhecida como erva-pombinha, maria-mole, fura-parede, arranca-pedras ou quebra-pedra-verdadeira, é uma planta herbácea anual da família Phyllanthaceae (antiga Euphorbiaceae), nativa de regiões tropicais e subtropicais das Américas, com ampla distribuição no Brasil.
Atinge de 30 a 60 cm de altura, com caule ereto, folhas pequenas e alternadas dispostas em duas fileiras ao longo dos ramos, característica que originou o nome do gênero Phyllanthus, do grego phyllon (folha) e anthos (flor), em referência às flores que parecem nascer das folhas. É uma das plantas mais populares da medicina tradicional brasileira, com longa história de uso terapêutico em diferentes culturas, especialmente para o tratamento de problemas renais e hepáticos.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
A quebra-pedra integra a Farmacopeia Brasileira, 6ª edição, com monografia oficial, a espécie também consta no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira com comprovada ação nos casos de pedra na bexiga ou nos rins, e integra a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS).
O Brasil alcançou um marco histórico com o desenvolvimento do primeiro medicamento fitoterápico industrializado a partir da P. niruri, indicado para o tratamento de distúrbios urinários, resultado de parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, o PNUD e a Fiocruz.
A ação analgésica e relaxante muscular de seus alcaloides ajuda na expulsão dos cálculos renais, por atuar no relaxamento dos ureteres. O alcaloide phyllantimida, presente na planta, revelou atividade miorrelaxante e antiespasmódica comparável à papaverina. Diminui a retenção urinária e o consequente inchaço ou edema que pode provocar fraqueza generalizada. Tem ótima ação nas infecções do trato urinário, seja na bexiga ou nos rins, que provocam cistite e até inflamação da próstata.
Também é indicado para cuidar da hepatite tipo B e de doenças hepáticas como a icterícia, sendo ainda um excelente remédio para diminuir o ácido úrico na urina. Estudos demonstraram que o extrato aquoso da planta inibe a DNA polimerase endógena do vírus da hepatite B e se liga ao antígeno de superfície do HBV in vitro. A lignana nirtetralina B, isolada da P. niruri, apresentou atividades anti-hepatite B in vitro e in vivo.
É utilizado na Índia como remédio caseiro para bronquite, asma, tosse, sede extrema, anemia e tuberculose. Nas Bahamas, é indicado para estimular o apetite, prisão de ventre, febre tifoide, gripe e resfriados. A medicina tradicional chinesa o recomenda como um excelente protetor do fígado, especialmente em pessoas que se recuperam de hepatite B.
As partes aéreas da quebra-pedra concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. Os principais grupos identificados incluem lignanas, flavonoides, alcaloides, taninos, terpenoides, cumarinas, saponinas e compostos fenólicos.
Essa composição confere à quebra-pedra um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por estudos pré-clínicos e clínicos. As propriedades documentadas incluem ações antiurolitíaca, diurética, analgésica, anti-inflamatória, antiespasmódica, hepatoprotetora, antiviral e antioxidante.
A Embrapa possui publicações sobre a avaliação agronômica e química de quebra-pedra (P. amarus e P. niruri) em quatro localidades no Brasil, visando subsidiar o desenvolvimento de fitoterápicos para o SUS. A instituição também mantém um Banco Ativo de Germoplasma de Phyllanthus na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A Fiocruz desenvolveu os lotes piloto do primeiro fitoterápico industrializado à base de quebra-pedra, um marco histórico para a saúde pública brasileira.
Para o preparo do chá: 1 a 2 colheres de sobremesa rasas das partes aéreas secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre a planta, tampe o recipiente e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Quebra Pedra
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