Folhas secas da Panacéia _ Solanum cernuum - Peso 25g
- Uso Popular: tratamento de úlceras gástricas, lesões hepáticas, infecções de pele, distúrbios renais e do trato urinário
Panaceia – Solanum cernuum
A panaceia, também conhecida como braço-de-preguiça ou velame-do-mato, é um arbusto da família Solanaceae, nativo das regiões Sudeste e Sul do Brasil, com ocorrência também registrada no Nordeste (Bahia) e no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás).
Seu nome popular, que remete à panaceia universal, o remédio que curaria todos os males, é uma referência à grande amplitude de aplicações que a planta possui na medicina tradicional. A espécie foi descrita pelo botânico frei José Mariano da Conceição Vellozo, que a incluiu em sua obra Flora Fluminensis, publicada em 1829.
Na medicina popular brasileira, a infusão das partes aéreas da panaceia é tradicionalmente utilizada para o tratamento de úlceras gástricas, lesões hepáticas, infecções de pele, distúrbios renais e do trato urinário, além de ser empregada como diurético, depurativo, anti-hemorrágico e antitumoral. Também é indicada popularmente para o tratamento da gonorreia e da hiperplasia benigna da próstata (HBP).
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
As folhas da panaceia concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. Estudos fitoquímicos de alta resolução identificaram a presença de 18 metabólitos, predominantemente flavonoides O-glicosilados, além de saponinas esteroidais, alcaloides esteroidais e terpenos.
A atividade gastroprotetora da panaceia é uma das mais estudadas e validadas pela ciência. Pesquisas demonstraram que o extrato bruto da planta possui efeito protetor da mucosa gástrica, corroborando o uso tradicional para o tratamento de úlceras. Os flavonoides quercitrina e afzelina, juntamente com o ácido isoferúlico, são apontados como os principais responsáveis por essa atividade.
Estudos também evidenciaram a inibição do Helicobacter pylori, bactéria associada ao surgimento da úlcera gástrica. A panaceia apresenta ainda relevante atividade anti-inflamatória nos distúrbios renais, úlceras e afecções da pele.
No sistema urinário, a infusão das folhas demonstrou notável capacidade de dissolver cristais de oxalato de cálcio em urina humana, esse achado valida cientificamente o uso tradicional da planta no tratamento de cálculos renais e distúrbios do trato urinário.
Outras propriedades documentadas incluem atividades antimicrobiana, antioxidante e diurética, além de ações sobre o sistema cardiovascular, com relatos tradicionais de uso como antiarrítmico.
No Brasil, a panaceia é objeto de estudos em universidades e institutos de pesquisa, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investigam sua composição fitoquímica, atividades biológicas e potencial terapêutico.
A Embrapa também possui estudos sobre a espécie, avaliando sua atividade alelopática ou seja, a capacidade de seus extratos inibirem a germinação de outras plantas. Embora ainda não integre a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), seu amplo uso tradicional e as evidências científicas crescentes apontam para seu potencial como planta medicinal de relevância para a saúde pública.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa das folhas secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre as folhas, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba morno. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Panaceia
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