Parte aérea seca do Macaé _ Leonurus sibiricus - Peso 25g
- Uso popular: para fortalecer o fígado, as funções da vesícula biliar e estômago. Para auxiliar na digestão mais difícil, não tem igual.
Macaé _ Leonurus sibiricus
A macaé, também conhecida como erva Macaé, cordão-de-frade, coração-de-mãe ou siberian motherwort em inglês, é uma planta herbácea da família Lamiaceae, originária da Ásia, especialmente da China, Japão e Sibéria, onde é utilizada há milênios na medicina tradicional.
É considerada uma planta ruderal, ou seja, cresce espontaneamente em áreas perturbadas pela ação humana, como beiras de estrada, terrenos baldios, pastagens e áreas de cultivo, adaptando-se bem a solos pedregosos e cascalhentos.
Introduzida em outros continentes, naturalizou-se em regiões tropicais e subtropicais, incluindo o Brasil, onde é encontrada em diversos estados, especialmente no Sul e Sudeste.
Na Medicina Tradicional Chinesa, a macaé, conhecida como Yi Mu Cao, é amplamente prescrita como tonificante do sangue e reguladora do fluxo menstrual, sendo considerada uma das ervas mais importantes para a saúde feminina.
Suas sementes são tradicionalmente tidas como afrodisíacas, e a planta seca é utilizada em qualquer disfunção menstrual, em sangramentos pós-parto e no tratamento de neoplasias mamárias, além de inibir a adenomiose uterina, condição que causa aumento do útero, sangramento intenso e dor pélvica.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
As partes aéreas da macaé, especialmente folhas e flores, concentram uma diversidade de compostos bioativos. Estudos fitoquímicos identificaram a presença de alcalóides, flavonóides, iridoides, ácidos fenólicos, taninos, saponinas e esteroides. A leonurina, em particular, é apontada como um dos principais responsáveis pelas ações sobre o sistema cardiovascular e uterino. Estudos toxicológicos confirmam que o extrato da planta apresenta baixa toxicidade, o que justifica seu uso tradicional prolongado.
A macaé apresenta um amplo espectro de atividades farmacológicas documentadas pela ciência moderna. Destacam-se suas propriedades
anti-inflamatórias, antioxidante, antiespasmótica, diurética, hipotensora, cardiotônica e imunomoduladora.
Pesquisas demonstram que seus extratos atuam sobre o sistema cardiovascular, promovendo vasodilatação e redução da pressão arterial, além de regular os batimentos cardíacos, o que a torna indicada como coadjuvante em quadros de hipertensão leve e palpitações.
No sistema respiratório, as folhas e flores são muito eficientes contra resfriados, bronquite e coqueluche, além de diminuir febres, espasmos e tosses. Sua ação anti-inflamatória e antimicrobiana contribui para o alívio de inflamações das vias aéreas.
No sistema digestivo, a macaé fortalece as funções do fígado, da vesícula biliar e do estômago, diminuindo ânsias de vômito e os efeitos da gastroenterite, melhorando a digestão difícil. Também apresenta boa ação em quadros de colite e na Síndrome de Crohn, uma inflamação intestinal crônica que afeta o revestimento do trato digestivo.
Na área ginecológica, a macaé é especialmente valorizada. É recomendada em queixas de endometriose, cólicas menstruais e menstruação excessiva. Na medicina chinesa, a planta seca é prescrita como tonificante em qualquer disfunção menstrual, em sangramentos pós-parto e no tratamento de neoplasias mamárias, com estudos indicando sua ação inibitória sobre a adenomiose uterina condição que provoca aumento do útero, sangramento intenso e dor pélvica.
O suco ou o chá da planta é utilizado no combate a edemas, hemorragias e sangramento nasal, combatendo também o reumatismo crônico, agindo como diurética, hipotensora e reguladora da circulação sanguínea.
Externamente, a macaé ajuda a evitar problemas dermatológicos como dermatites e outras afecções da pele, sendo utilizada em compressas e banhos medicinais em algumas tradições populares.
No Brasil, a espécie ainda não integra a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), da qual participam outras espécies do gênero Leonurus, como a L. cardiaca (motherwort europeia), mas é objeto de estudos em universidades e institutos de pesquisa que investigam sua composição química, atividades biológicas e potencial terapêutico.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa das folhas e flores secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre a planta, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba morno. Recomenda-se o consumo de até 2 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses.
Alertamos que a macaé deve ser utilizada com parcimônia por grávidas, lactantes e por pessoas que fazem uso de medicamentos cardiotônicos, pois a planta potencializa a ação desses fármacos, podendo causar efeitos indesejados. Seu efeito sobre a musculatura uterina contraindica o uso durante a gestação. Pessoas com hipotensão devem monitorar a pressão arterial durante o uso.
Aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Macaé
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