Folhas secas de Embaúba _ Cecropia hololeuca - Peso 40g
- Uso Popular: Indicada para o tratamento de tosse e gripe
Embaúba – Cecropia hololeuca
A embaúba-prateada, também conhecida como embaúba-branca, umbaúba-branca, embaíba ou ambaitinga, é uma árvore da família Urticaceae (antiga Cecropiaceae), nativa do Brasil, com ocorrência nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, especialmente nas regiões Nordeste (Bahia) e Sudeste (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo).
Atinge de 6 a 12 metros de altura, com tronco reto e cilíndrico, marcado por grandes cicatrizes foliares, e copa aberta com folhagem de coloração caracteristicamente prateada, daí seu nome popular. A espécie é pioneira, de crescimento rápido, e desempenha papel ecológico crucial na regeneração natural de florestas, proporcionando abrigo e alimento para diversas espécies de animais, como preguiças e aves.
O nome do gênero, Cecropia, vem de Cécrops, figura da mitologia grega metade homem, metade serpente, ou da palavra grega que significa "chamar" ou "ecoar", em referência ao caule e ramos ocos utilizados na fabricação de instrumentos de sopro. O epíteto hololeuca vem do grego holos (todo) e leucos (branco), em alusão aos pelos prateados que recobrem suas folhas.
Historicamente, a embaúba tem sido amplamente valorizada pelas comunidades indígenas e tradicionais brasileiras, que há séculos utilizam suas folhas, casca e látex para fins medicinais. Há registros de seu uso medicinal desde o século XIX, sendo a única representante do gênero a constar na 1ª edição da Farmacopeia Brasileira, de 1926.
INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
Do ponto de vista fitoquímico, as folhas e a casca da embaúba-prateada concentram uma rica diversidade de compostos bioativos. Estudos indicam a presença de ácidos fenólicos, flavonóides, catequinas e taninos.
Essa composição confere à embaúba um amplo espectro de atividades farmacológicas, que justificam seu extenso uso na medicina tradicional brasileira.
Pesquisas pré-clínicas confirmam suas propriedades tônica, analgésicas,
antiinflamatória, antidermatogênica, antioxidante, antimicrobiana, diurética, hipotensora, cardíaca e hipoglicemiante.
A atividade anti-inflamatória da embaúba é uma das mais estudadas. Ensaios com o extrato aquoso da casca demonstraram redução significativa da produção de mediadores inflamatórios.
Na medicina popular, a embaúba é tradicionalmente utilizada como diurético, tônico, facilitador do fluxo menstrual, no tratamento de leucorréia, amenorréia, dismenorréia, asma e coqueluche. A terapêutica popular também a emprega para tratar disbiose (o desequilíbrio da microbiota intestinal), hipertensão, diabetes, afecções pulmonares, bronquite, dispneias, erisipela, ferimentos, turbeculose, tosse e taquicardia. O látex da casca do tronco é utilizado topicamente em lesões verrucosas.
A planta é descongestionante e anti-inflamatória no tratamento da tosse, gripe, bronquite asmática, doença pulmonar obstrutiva crônica e enfisema, além de auxiliar na cicatrização de feridas na boca e na língua. É considerada tônica do coração, redutora da pressão arterial, diurética e auxiliar no controle da diabetes e do peso.
A Embrapa Florestas possui publicações sobre a espécie, incluindo o livro "Espécies Arbóreas Brasileiras", que documenta suas características botânicas, ecológicas, silviculturais e usos. A embaúba é reconhecida como espécie prioritária para recuperação de áreas degradadas e recomposição de matas ciliares, devido ao seu rápido crescimento e resistência.
Para o preparo do chá: 1 colher de sobremesa rasa da planta para cada 1 xícara de água. Recomenda-se o consumo de até 3 xícaras ao dia, por pelo menos 2 meses.
Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.
A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta medicinal como um remédio de uso tradicional.
Embaúba
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