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Folhas secas da Graviola _ Annona muricata - Peso 25 g

 

  • Uso popular:  Indicada para o tratamento de câncer e diabetes.

 

Graviola - Annona muricata

 

A graviola, também conhecida como gravioleira, guanábana, coração-de-rainha ou araticum-grande, é uma árvore frutífera da família Annonaceae, originária das regiões tropicais da América do Sul e Central, com ampla distribuição no Caribe e em diversas outras regiões tropicais do mundo.

 

É considerada a mais tropical das espécies da família Anonácea, sendo encontrada desde o sul do México até o Brasil, onde se adaptou particularmente bem às condições climáticas do Norte e Nordeste.

 

Sua trajetória acompanha a história das populações que a cultivam há séculos, não apenas por seus frutos saborosos e nutritivos, mas por um repertório fitoterápico que abrange folhas, sementes, raízes, casca e frutos.

 

A Embrapa possui publicações sobre a cultura da gravioleira desde a década de 1980, com estudos sobre cultivo, fenologia e potencial econômico da espécie em condições tropicais brasileiras.

 

INDICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

 

As folhas da graviola são a parte da planta mais utilizada medicinalmente. Do ponto de vista fitoquímico, a espécie é notavelmente rica: pesquisadores já identificaram e isolaram cerca de duzentos compostos químicos, com destaque para os alcaloides, os compostos fenólicos, os flavonoides, os taninos, os terpenoides e as acetogeninas,  uma classe de compostos exclusiva das Annonaceae. O óleo essencial extraído das folhas possuem propriedades anti-inflamatórias, antifúngicas, antibacterianas e anticarcinogênicas. Essa composição confere à graviola um amplo espectro de atividades farmacológicas, confirmadas por revisões sistemáticas que compilam estudos in vitro e in vivo. As propriedades documentadas incluem ações antidiabética, anticancerígena, neuro protetora, antitumoral, antiinflamatória, gastoprotetora, antibacteriana, antiproliferativa, antiviral, antiprostática e hepatoprotetora.

 

Na medicina tradicional, as folhas são aplicadas popularmente contra diarreia e espasmos, as sementes são consideradas adstringentes e vomitivas, e as cascas são utilizadas para o controle dos níveis de glicose no sangue. Estudos demonstram que as folhas da graviola estabilizam o nível de açúcar sanguíneo na faixa normal, com atividade anti-hiperglicêmica e regeneração da ilhota pancreática.  

 

A planta é rica em vitamina C e atua nas aftas, cólicas intestinais, abscessos e edema de origem reumática. É adstringente, sendo útil nas queixas de diarreia, disenteria, tosses e bronquites. Atua levemente na redução da pressão arterial e na prevenção da osteoporose e anemia, além de aliviar a insônia.

 

O interesse científico pela graviola tem crescido substancialmente, especialmente em relação ao seu potencial anticancerígeno. Estudos experimentais demonstram que extratos da planta podem reduzir significativamente o volume tumoral e o peso de tumores. As acetogeninas são apontadas como os principais compostos responsáveis por essa atividade, atuando por mecanismos que envolvem a modulação do estresse oxidativo, a indução de apoptose e a inibição de vias de sinalização celular.

 

A Embrapa já destacou que a casca e a semente dos frutos da gravioleira apresentam comprovado efeito anticancerígeno. Estudos também indicam que extratos da planta podem ajudar a tratar infecções contra alguns tipos de vírus e parasitas, além de atuar em quadros de reumatismo, artrite e depressão.

 

A espécie ainda não integra a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), embora seja amplamente utilizada na medicina popular brasileira e objeto de investigação científica em universidades e instituições de pesquisa, como a Fiocruz, que publicou revisão abrangente sobre seus aspectos botânicos, composição química e usos populares e experimentais.

 

Para o preparo do chá (infusão): 1 colher de sobremesa rasa das folhas secas para cada 1 xícara de água. Despeje a água fervente sobre as folhas, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e beba. Recomenda-se o consumo de até 2 xícaras ao dia, por períodos de até 2 meses, seguido de pausa antes de reiniciar.

 

Alertamos que aumentar a dosagem recomendada não significa que os resultados serão alcançados com maior rapidez ou eficiência.

 

A sabedoria das gerações passadas consagrou esta planta como um remédio da natureza. Este produto é um fitoterápico de uso tradicional.

Graviola

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